Como surgiu a ideia de produzir peças sustentáveis?

Meu caso de amor com as bijuterias começou em 2004, quando uma amiga e também vizinha decidiu se mudar para o Japão, me deixando de presente os materiais que ela havia comprado para aprender a fazer alguns acessórios femininos, como brincos, pulseiras e colares. Mesmo ainda sem jeito para manusear aquele mundaréu de miçangas, que sempre escapavam da minha mão e faziam aquela bagunça pelo chão, resolvi levar adiante a ideia de me tornar uma artesã.

Meses se passaram e a sementinha da paixão foi aflorando, o interesse em aprender novas formas de lidar com os alicates foi crescendo e, com isso, a ida até a rua 25 de março, no centro de São Paulo, se transformou um dos meus passeios preferidos. Comecei a “devorar” revistas e vídeos de tutorias, e assim, novos modelos de colares (o único tipo de bijuteria que conseguia criar dentro das minhas limitações de conhecimento!) foram surgindo.

Para começar, apresentei as peças para algumas amigas de faculdade, e foi assim que os primeiros pedidos chegaram. Com eles, também vieram as novas ideias: por que não apostar em pulseiras? E não é que deu certo! A produção aumentou tanto que até minha família entrou na dança da produção. A essa altura, eu já não sabia mais o que era folga aos finais de semana. E como era bom passar o sábado e o domingo produzindo peças! Depois de algum tempo de prática, vieram os brincos. Com o portfólio completo, brincos, colares e pulseiras, fui parar na exposição da feira de negócios da faculdade onde fazia graduação em Marketing. O sucesso das peças me deixava feliz, mas não realizada. No fundo do peito eu ainda sentia que faltava algo.

Com mais tempo livre, após me formar na faculdade, resolvi mudar a proposta na produção das bijuterias: precisava agregar valor em toda aquela criação. Foi aí, então, que surgiu a My Own Collection, minha primeira empresa, com fabricação totalmente focada em peças únicas e personalizadas.

A ideia parecia boa e a montagem das peças estava a todo vapor. Mas sabe quando ainda falta algo? Eu me sentia assim. Precisava de novas ideias. Precisava entender o que eu ainda tanto ansiava. E a resposta chegou em 2014, quando me inscrevi em um curso sobre extensão de Criatividade e Inovação nos Negócios.

Durante as aulas, preparei um projeto que consistia em produzir bijuterias com as peças que as minhas colegas de sala não usavam mais. Eureca! Era isso que eu tanto procurava. Fiz com tanto amor e carinho que fui parar até nas telinhas, durante o programa Como será, da Rede Globo. Dai surgiu a REMIMO.

O nome traduz todos os propósitos que pensei para a marca: o cliente, a natureza e a sociedade, sem esquecer da sustentabilidade. RE de respeito, de recriar, reciclar, reutilizar e ressignificar. MIMO revela o carinho que cada peça faz à cliente, seja por ter uma peça única, por ajudar a natureza, por doações ou até mesmo na geração de oportunidades como workshops que ensinam como produzir bijuterias e outros produtos de maneira sustentável.

Desde então, muitas peças já foram criadas. Tem de tudo: brincos, pulseiras, colares, peças 2 em 1, que podem ser usadas como colar ou pulseira, e também uma linha unissex.

O vazio não existe mais. Descobrir dentro de mim o amor à natureza, a afinidade com a beleza e a parceria com a sustentabilidade me fez uma profissional completa e com a cabeça a mil, repleta de novas ideias. Onde quero chegar? Em um mundo em que as pessoas tenham a beleza natural exaltada por ideias e produtos sustentáveis, criando hábitos conscientes e incentivando ao estilo de vida sustentável.

E você, vem comigo?

Dani Trugillo é fundadora e designer da Remimo Bijoux

Comentarios (3)
Ranielli
15 de fevereiro de 2019

Muito legal, Dani!!

Fico feliz com seu sucesso e me sinto bem por saber que participei de algum momento nessa história!

Abraço!

Dani Trugillo
13 de março de 2019

Muito obrigada, Ranielli!
Sim, você fez parte de tudo isso! <3

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